Tenho um livrinho que guardo há muito tempo - Le Message, de Folon. Livrinho antigo, de 1967, auge da carreira do artista belga Jean-Michel Folon. Eclético, Folon foi ilustrador, escultor, serigrafista, aguarelista, além de produtor de filmes, cenários e de materiais publicitários. Fez parte da chamada escola contemporânea francesa, que a partir da 2ª Guerra Mundial trocou o escracho panfletário pela sutileza do traço no humor. Os humoristas dessa época passaram a abordar temáticas voltadas as questões humanas, filosóficas e sociais, assim como se dedicar mais a elaboração estética dos desenhos. Em seu trabalho fica visível a tênue separação entre humor e arte, tanto que Folon foi premiado na Bienal de Arte de Veneza. Nesse livrinho, um poema visual que brinca com a impossibilidade da comunicação, contém todos os elementos que marcam seu universo criativo: os homens tornando-se anões frente à proliferação dos símbolos e certa desumanização, tristeza e solidão, quase libertadora. Gosto muito do seu trabalho e acho que ainda vou guardar esse livrinho por muito tempo.
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Jean-Michel Folon
Tenho um livrinho que guardo há muito tempo - Le Message, de Folon. Livrinho antigo, de 1967, auge da carreira do artista belga Jean-Michel Folon. Eclético, Folon foi ilustrador, escultor, serigrafista, aguarelista, além de produtor de filmes, cenários e de materiais publicitários. Fez parte da chamada escola contemporânea francesa, que a partir da 2ª Guerra Mundial trocou o escracho panfletário pela sutileza do traço no humor. Os humoristas dessa época passaram a abordar temáticas voltadas as questões humanas, filosóficas e sociais, assim como se dedicar mais a elaboração estética dos desenhos. Em seu trabalho fica visível a tênue separação entre humor e arte, tanto que Folon foi premiado na Bienal de Arte de Veneza. Nesse livrinho, um poema visual que brinca com a impossibilidade da comunicação, contém todos os elementos que marcam seu universo criativo: os homens tornando-se anões frente à proliferação dos símbolos e certa desumanização, tristeza e solidão, quase libertadora. Gosto muito do seu trabalho e acho que ainda vou guardar esse livrinho por muito tempo.
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Desenhando com o fígado.
“A palavra humor provavelmente tem sua origem na terminologia médica que predomina humor qualquer fluído do nosso corpo, tal como humor aquoso ou o humor vítreo do globo ocular. Na medicina medieval, os quatro humores do corpo humano eram o sangue, a fleuma, a bílis amarela e a bílis negra. Supunha-se que uma pessoa era saudável quando os quatro humores estavam combinados em harmonia no seu corpo. Daí o bom humor, ou seja, estar em perfeita harmonia consigo mesmo e com os outros.”*
*Caricatura – A imagem Gráfica do Humor, de Joaquim da Fonseca
Considerando o texto acima, chego à conclusão que uso da caricatura como forma de equilíbrio. Frente à turbulência política que hora nos abate, e a total incapacidade de reação, sinto uma necessidade quase incontrolável de botar no papel a cara de quem tenho ojeriza de ver. Simbolicamente posso destruí-lo no traço, mesmo sabendo que esse ato possa ter resultado inverso. Não faz mal. Agora está no papel! Quem disse que não se desenha com o fígado?
*Caricatura – A imagem Gráfica do Humor, de Joaquim da Fonseca
Considerando o texto acima, chego à conclusão que uso da caricatura como forma de equilíbrio. Frente à turbulência política que hora nos abate, e a total incapacidade de reação, sinto uma necessidade quase incontrolável de botar no papel a cara de quem tenho ojeriza de ver. Simbolicamente posso destruí-lo no traço, mesmo sabendo que esse ato possa ter resultado inverso. Não faz mal. Agora está no papel! Quem disse que não se desenha com o fígado?
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Alunos do Garatuja são premiados novamente no Salãozinho de Humor de Piracicaba 2014
| Engenho Central - Piracicaba |
SERVIÇO
12º Salãozinho de Humor de Piracicaba. Visitação da exposição até 12 de outubro, no Armazém 14ª (em frente à ponte pênsil), Engenho Central, Piracicaba. Informações: (19) 3403-2615; (19) 3403-2620; (19) 3403-2621 e (19) 3403-2623. E-mail: contato@salaodehumor.piracicaba.sp.gov.br. Também no site salaodehumor.piracicaba.sp.gov.br.
| Solenidade de premiação do 12 Salãozinho de Humor de Piracicaba. |
| Arthur Ribeiro Abade - Segundo lugar na categoria 7 a 10 anos. |
| Lia Tricoli - Menção Honrosa na categoria 11 a 14 anos. |
| Todos os pequenos artistas premiados. |
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| Roberto Carlos e Mauricio de Souza por Arthur Abade. |
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| Neymar e Davi Luis por Lia Tricoli. |
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| Neymar e Pelé por Bernardo Chaves Calza. |
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| Jimi Hendrix por Lucas Sanches Gomes. |
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| Cartoon selecionado de Arthur Abade. |
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Lia Tricoli, aluna do Garatuja, ganha primeiro lugar no Salãozinho de Humor de Piracicaba.
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| Lia Tricoli - Primeiro lugar |
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| Arthur Abade - Menção Honrosa |
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| A esquerda Márcio Zago. Ao lado o Presidente do Salão Internacional de Humor Adolpho Queiroz e os premiados Lia Tricoli e Arthur Abade. |
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| Na foto de cima os pais da Lia Tricoli. Na outra foto, na segunda fila, os pais do Arthur. |
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| Lia - Caricatura premiada de Pe Lanza, ao lado Amy Winehouse. |
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| Arthur Abade - Menção honrosa para Seu Madruga. Alo lado o Kiko. |
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| Da Valentini Gutierrez o Silvio Santos e o Sergio Malandro. |
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Caneta Bic 3
| Ben Turpin, caricatura de 2003 |
Na década de setenta eu assistia na televisão uma série
humorística chamada Comedy Capers. A série, que no Brasil levou o nome de Reis
do Riso, era formada por trechos, ou curtas metragens da década de 20 a 40 produzidas
por Mark Sennett na chamada “era silenciosa” do cinema. Havia
alguns comediantes bem conhecidos como Stan Laurel e Oliver Hardy, da dupla O Gordo e o Magro.
Eu adorava e não perdia um...mas torcia pra aparecer filmes com um bigodudo vesgo
que achava muito engraçado. A lembrança desse período foi sumindo da minha vida,
aos poucos, permanecendo empoeirada num
canto qualquer. Um dia me deparei com a
foto dele ao folhear revistas num consultório, e veio tudo
novamente, como se abrisse um velho baú: sons, sensações, cheiros...Voltei
pra casa e fiz o desenho acima. Com ele, e outras quatro caricaturas, participei de Festival de Sant-Just le Martel,
em 2004. Essas caricaturas fazem parte do acervo permanente do festival. Abaixo
Ben Turpin.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Humor Infantil 2
Mais dois desenhos de humor feitos por crianças. Em sua casa, Arthur lê e desenha história em quadrinhos com frequência. De maneira intuitiva já traz o domínio da linguagem. A novidade foi aprender como, e qual a razão, de se fazer um roteiro. Esse tipo de informação só é repassado quando sinto que há espaço e disposição por parte da criança... e no caso do Arthur acertei em cheio. Não é muito comum uma criança de oito anos demonstrar interesse por isso, uma vez que o roteiro é a racionalização do quê e como desenhar uma história em quadrinhos. Dependendo da criança isso pode ser um desastre. Com um jornal na mão aproveitei para mostrar a diferença entre tira (geralmente com dois, três ou quatro quadrinhos), e a história em quadrinhos propriamente dita e suas narrativas mais longas.Talvez estimulado pelo jornal que mostrei, com tiras cômicas do Laerte, Angeli, Caco Galhardo e outros, a historinha inventada pelo Arthur também acabou sendo de humor: Dois meninos. Um fotografando e o outro sendo fotografado. O fotógrafo diz:
- Olha o passarinho!!!
Por trás vem uma enorme águia e carrega o modelo. O fotógrafo diz:
- Eu avisei !
O roteirinho surgiu de pronto, depois de descartar outra ideia que era de fazer um garoto que encontrou um abacaxi na rua e vestiu na cabeça, como uma coroa. Andando pela rua cruzou com outro garoto que vinha comendo um abacaxi. Os dois pararam, frente a frente, e ficaram com cara de dúvida. Nas duas historinhas já surge um elemento primordial pra se fazer rir: a reversão de expectativa. Essa “sabedoria” é outro elemento que o Arthur já traz com ele, é daquelas coisas que não se aprende na escola...
O outro aluno é o Bernardo, de sete anos. Ele está em sua terceira aula aqui no Garatuja. Ainda não conheço bem seu potencial e suas limitações em relação ao desenho. Isso é um dado fundamental: conhecer a criança e saber lidar com esses limites. O aprendizado, e mesmo o aprimoramento gráfico vem dessa informação. Conhecendo melhor cada criança sei perfeitamente quando “cobrar” um capricho maior, ou mesmo quando deixar totalmente solto em sua criação, interferindo o menos possível. Aqui cabe uma observação. Em geral a segunda opção é sempre a mais acertada, e nesse caso sou eu que aprendo com a criança. Foi o caso do desenho do Bernardo. Como eles fazem aula juntos, tudo o que passei pro Arthur serviu pro Bernardo. A explicação sobre como fazer um roteiro ele ouviu com atenção e logo inventou sua história. A primeira ideia era alguma coisa relativa a uma mulher gorda e situações com forte teor de violência. Com jeito fui levando o Bernardo a refletir sobre sua história e o que aquilo representava. Será que uma mulher gorda iria gostar daquela história? E todas aquelas lutas e sangue? Será que não dói quando sai sangue de alguém? Claro que, para a criança, toda essa informação é lúdica e elas não possuem a mesma intenção do adulto. Acho mesmo que, às vezes, é necessário deixar a criança se expressar dessa forma, mas nesse caso a reflexão foi importante e a mulher gorda da história virou uma mulher comum que entrou num restaurante e pediu trinta garrafas de coca cola de um litro. Depois de beber tudo ficou barriguda e encontrou com outra mulher que olhando pra sua barriga perguntou:
- É bebê?
E a mulher respondeu:
- Não, eu bebi!
Para qualquer adulto essa historinha acabaria por aí, mas para o Bernardo o último quadrinho era o mais importante. Nele a mulher ficava entalada numa porta dizendo:
- Não consigo! (passar pela porta).
Digo que aprendi com o Bernardo porque ele me lembrou, em primeiro lugar, que o ato de desenhar tem de ser uma grande diversão, sempre, tanto pra criança como para o adulto, e isso ficou muito claro observando seu sorriso enquanto desenhava a “carona” enorme e o umbigo de fora da mulher barriguda. Outra coisa foi perceber que a criança já traz, intuitivamente, elementos estéticos que julgava fruto da elaboração do adulto. Como por exemplo, a sacada do Bernardo em utilizar os próprios limites do quadrinho para expressar a imagem da mulher entalada na porta, no melhor estilo Pat Sullivan, desenhista do Gato Felix e referência quando o assunto é a metalinguagem nos quadrinhos. E por fim um reconhecimento a sua inteligência: uma mulher entalada numa porta é realmente muito mais engraçado que uma mulher barriguda ser confundida com mulher grávida.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Caneta Bic 2
Essa caricatura é uma brincadeira que fiz em 2005 usando caneta bic preta. Ficou uma figura meio andrógino, mas gostei de desenhar...com ela participei do CaricaTour - Il giro del mondo in caricatura, exposição virtual realizado em 2008 e organizado pelo site italiano Fanofunny. Do Brasil participaram Amorim, Biratan Porto, João Bosco e outros, além de caricaturistas de várias partes do mundo como: Irã, Argentina, Argélia, Itália, Turquia, Romênia, Polônia, Sérvia, Colômbia, Índia, Croácia, Russia, etc.
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| O Führer por Márcio Zago. |
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